quinta-feira, 14 de julho de 2011

EDUCAÇÃO NÃO TEM PREÇO

Chineses que decidiram ingerir bebida alcoolica depois do trabalho decidiram empurrar o carro em conjunto por 5km para evitar multa ou transtorno diante a Lei Seca, exemplo para a maioria dos brasileiros que insistem em dirigir após beber. Os brasileiros têm muito o que aprender com os chineses, começando por respeitar as leis em seu próprio benefício. Alguém tem dúvida da atitude do brasileiro diante de uma situação dessa? Eu não.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ESCOLA DA VIDA

A perda é a forma mais dolorosa de ensinamento que a vida oferece, é uma maneira de aprender a lhe dar com situações difíceis, aprender a buscar soluções para sanar o sentimento de frustração, além de aprender a se satisfazer com o que restou.

O homem contemporâneo está habituado a lograr vários anseios, é marcado pelo desejo material, pela futilidade, pela ganância do “mais”, sendo assim, não conseguiu, em geral, absorver a capacidade plena de se conformar com o que não pode adquirir; a frustração e o advérbio de negação “não” são sentimento e expressão, respectivamente, que deixam o homem em um estado de desorientação, sem rumo que, por sua vez, pode resultar na ira, seguida da agressividade.

A família desestruturada também fomenta a desorientação do indivíduo, mais precisamente do adolescente. Os pais passam muito tempo fora de casa buscando a melhor condição financeira, e como recompensa aos filhos, cedem a todos os seus caprichos, deixando de ensinar que o não também faz parte do verbo viver. Assim, cria-se um jovem frágil, incapaz de resolver e resistir as suas dores, ao passo que não consegue enxergar a realidade diante de si.

Perder algo que era valioso ou alguém que era importante para o seu bem-estar e felicidade consiste em um fato que a vida insiste em mostrar como aprendizagem, mas também a própria vida mostra as soluções, a partir daí é o homem que precisa exteriorizar sua perspicácia para perceber os recados que o mundo ao seu redor propõe.

A tristeza é apenas um complemento para o crescimento interior, a fraqueza é um momento transitório, como o próprio termo momento já mostra, a qual também integra o sentimento de perda, porém o seu caráter passageiro deve ser efetivado, uma vez que a vida não para, ela continua permanentemente. Portanto, busque o melhor que há em você e seja feliz simplesmente por ser capaz de buscar sua felicidade e aprender com o vazio que a escola da vida deixou. Olhe para trás e sinta orgulho do que viveu, mas olhe para frente e veja o quanto ainda pode viver e aprender com as felicidades e os percalços colocados na sua trajetória de vida. Seja forte e boa sorte!

terça-feira, 21 de junho de 2011

IMAGINE

Imagine um lugar onde o sorriso no rosto de uma criança simbolize a felicidade de viver em um local seguro; imagine um lugar onde o companheirismo supera a adversidade; imagine um lugar onde a cooperação é maior do que a competição; imagine um lugar onde a amizade é mais comum do que a inveja; imagine um lugar onde as autoridades servem o seu povo; imagine um lugar onde a democracia é praticada com assiduidade; imagine um lugar onde o falso moralismo é suplantado pela tolerância e pelo respeito; imagine um lugar onde os negros podem andar livremente pelas ruas sem serem confundido com delinqüente; imagine um lugar onde o cidadão comum é tratado com regalias comparadas as dos grandes empresários; imagine um lugar onde a mulher tenha sua mão-de-obra tão valiosa quanto a do homem; imagine um lugar onde o preconceito é extinto sem precisar de nenhuma política de combate a sua extinção; imagine um lugar onde os jovens não são ameaçados pela presença das drogas; imagine um lugar onde a educação pública forma profissionais de extrema qualidade; imagine um lugar onde o crime seja exceção; imagine um lugar onde a fome seja personagem com baixíssima audiência; imagine um lugar onde a igualdade de direitos não seja apenas princípio, mas fato; imagine um lugar onde a discriminação seja apenas com a homofobia, com o racismo, com a intolerância religiosa e com o etnocentrismo; imagine um lugar onde o negro e o branco andem de mãos dadas em busca de um futuro melhor; imagine um lugar onde esse futuro melhor se transforme em um presente melhor; imagine um lugar onde a sustentabilidade ambiental prevaleça sobre as inovações tecnológicas e onde a natureza conviva pacificamente com o desenvolvimento econômico; imagine um lugar onde os direitos sociais sejam objetivo primário da atividade política; imagine um lugar onde a felicidade de ver suas necessidades saciadas esteja estampada no rosto do povo. Agora imagine se esse lugar existisse.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PRECONCEITO CAMUFLADO

O programa jornalístico Conexão Repórter da noite de ontem (01/06/2011) abordou um problema que, infelizmente, ainda se faz assaz vigente na sociedade brasileira: o preconceito racial. Problema esse que foi esquecido, em geral, pelas autoridades públicas, ao passo que os debates sobre essa seara foram enfraquecidos pela irreal afirmação de que o racismo está sendo suprimido de forma corriqueira.

Venho contestar essa afirmação mediante outra: o preconceito racial não está sendo extinto da sociedade, mas o que está havendo é apenas uma camuflagem dessa triste realidade que possui raízes históricas. Desde a implantação da escravidão, no Período Colonial, que o negro tem sido tratado como um ser inanimado, como alguém que por natureza própria é inferior ou como um instrumento de trabalho. Hoje, já se fala de certa evolução no combate ao racismo; de fato, não se pode negar que a realidade hodierna é menos dolorosa do que a anterior.

O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 defende que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (...) garantindo-se (...) a inviolabilidade do direito (...) à igualdade (...)”. Sabe-se que é conhecida como Constituição Cidadã justamente por garantir a dignidade da pessoa humana em toda sua extensão. Na mesma, também está redigido que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, nos termos da lei” no artigo XLII. Portanto, é evidente que a lei discrimina o preconceito racial, no entanto, a lei não reflete a sociedade em sua totalidade.

Ações que traduzem o preconceito é frequentemente relatado no dia a dia social, assim, não basta apenas o reconhecimento de direito do racismo como crime, mas o que realmente necessita-se é de um reconhecimento de fato. A camuflagem desse tipo de discriminação é prejudicial ao desenvolvimento moral da sociedade, o que se vê é uma extrema hipocrisia ao afirmar que o preconceito é, atualmente, minoria. Diante disso, não adianta esconder o problema e fingir sua inexistência, uma vez que é uma atitude errônea por não extingui-lo corretamente.

É mediante uma educação moral que o preconceito racial poderá ser suprimido com veemência, atividade essa que deveria ser iniciada nos primórdios do desenvolvimento humano, ou seja, na infância, através na união da família, da escola e do poder público em geral.

Medidas afirmativas desenvolvidas pelo setor administrativo constituem no seu embasamento a ideologia de que servem para diminuir a segregação de negros nas universidades e no mercado de trabalho. Mesmo que seja uma medida que esteja proporcionando resultados relativamente satisfatórios, não consiste em uma atitude definitiva, mas apenas algo paliativo, ao passo que o negro será verdadeiramente incluído no meio social mediante a extinção do preconceito através do método educacional, tendo como foco a moral e a ética.

É inadmissível verificar que em um país que mostrou um grande desenvolvimento econômico, uma das dez maiores economias do mundo, social e cultural, um país que chegou a aprovar o casamento homossexual, que reconhece os direitos das mulheres e dos negros; ainda possuir nas suas entranhas resquícios bastante evidentes de preconceitos originários em uma época que o conceito de cidadania ainda nem era cogitado.

Grupos de extermínios de negros, vergonhosamente, compõem a sociedade mundial, realidade essa que demonstra um retrocesso contemporâneo, demonstra ainda a ineficácia da proteção dos direitos humanos, da igualdade como elemento de discurso desses, além da utopia representada pelas constituições democráticas.

Foi exposto no decorrer do programa inicialmente citado o caso de Simone, uma empregada doméstica, de cor negra, que foi rejeitada quando procurava emprego devido à exigência de uma pessoa branca para ocupar o cargo de empregada. Ela entrou com o pedido na justiça de crime de racismo, pedido esse que foi negado pelo juiz ao afirmar que ela não tinha sofrido preconceito. No entanto, Simone recorreu à justiça da Organização dos Estados Americanos que, por sua vez, julgou procedente o crime de racismo, e, pela primeira vez na história, um país foi responsabilizado por não punir o crime de racismo.

O fato de uma mulher ter que procurar a justiça internacional para ter seus direitos assistidos, uma vez que a sua pátria não os proporciona eficazmente, demonstra claramente a inércia do poder público para com a realidade mostrada. País esse que se julga com uma democracia avançada e de alta qualidade, sendo esmagada por uma realidade medíocre e vergonhosa.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

EM FAVOR DA MINORIA!

Na quinta-feira, no dia 5 de Maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal alargou a atuação da democracia ao permitir a união matrimonial civil para os casais homossexuais, minoria que representa uma quantidade significativa na nação brasileira.

Sabe-se que a homossexualidade sempre foi um fato pertencente à sociedade. Conforme os escritos históricos, na Antiguidade era considerada uma realidade corriqueira, eram comuns os homens, além de relacionar-se com suas esposas, para garantir a perpetuação da sociedade, manter relações com os companheiros de guerra ou de política. Eram comuns também os homens do exército passarem muito tempo nos campos de guerra ou em treinamento, os quais os isolavam da sociedade como um todo, favorecendo o surgimento de relações homoafetivas no seu interior.

Só a partir do surgimento do cristianismo que a homossexualidade passou a ser recriminada, pois a igreja implantou certo moralismo na sociedade que favoreceu o preconceito e a intolerância a qual, por sua vez, não se restringiu apenas a sexualidade, mas englobou as religiões, as condutas etc.

No entanto, em pleno século XXI, tempo em que os desenvolvimentos tecnológicos e sociais afloram com assiduidade, consiste em um retrocesso em insistir em fomentar um preconceito medieval. Não se pode negar que a homossexualidade é parte da sociedade contemporânea, não podendo assim restringir direitos a essa classe com base em teorias religiosas.

Convém lembrar que a democracia (demo=povo; cracia=poder) tem em seu significado semântico a sua função social, tornar o povo dono do poder e, assim, beneficiá-lo com direitos sociais. Portanto, os homossexuais possuem direitos tanto quanto os heterossexuais, ao passo que a democracia, outrossim, possui o dever de preservar os direitos e as necessidades das minorias.

O artigo 5º da Constituição Federal afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (...)”, artigo esse que tonar evidente a inconstitucionalidade da diferenciação dos homens. Ainda é correto afirmar que a escolha da opção sexual é um direito individual e personalíssimo, devendo ser respeitado de sobremaneira.

O que o STF fez foi prescindir o casamento como base familiar, além de negar que este é formado pelo matrimônio de um homem com uma mulher, ao passo que a família pós-moderna tem adquirido uma formação mais complexa e diversificada, distinguindo- a da formação clássica, visto que há famílias compostas apenas pela mãe, outras apenas pelo pai, podendo também haver famílias formadas por pessoas do mesmo sexo.

O fato é que não há nada que impeça, hoje, a garantia dos mesmos direitos assegurados aos heterossexuais serem também assegurados aos homossexuais, como pensão, indenização enfim. O STF, além de ter fomentado a inclusão das minorias homossexuais, tonando esses mais seguros e iguais diante do ordenamento jurídico brasileiro, afirmou também que não há mais espaço para o preconceito ou intolerância em uma sociedade marcada pela sua diversidade.

Vale salientar ainda que os homossexuais têm contribuído bastante para a economia, segundo pesquisas feitas esse ano, são eles os que mais leem no Brasil, fazendo o mercado investir de forma intensa nesses consumidores, fato esse que não pode negar a relevância desses na sociedade brasileira.

Não é apenas, porém, uma questão econômica ou jurídica, é também uma questão de educação moral a fim de suprimir a moral baseada na hipocrisia que vigora desde os tempos medievais, além de implantar uma moralidade alicerçada na realidade, na solidariedade, na igualdade e na tolerância que beneficia e facilita a convivência social, dando, assim, a moral um caráter mais real e verídico, ao passo que aceita as diversidades sociais.