terça-feira, 1 de março de 2011

RECOMENDO!

Uma obra de James C. Hunter a qual objetiva transparecer uma mensagem de vida que, por sua vez, ensina que a liderança não é conquistada por meio do autoritarismo, do poder ou do individualismo exacerbado, mas a verdadeira liderança é alcançada mediante o respeito, a doação, a vontade de crescer através do trabalho coletivo incentivado pela autoridade de um líder que sabe como satisfazer os anseios dos seus funcionários assim como os seus próprios.

A busca descontrolada pelo lucro e por uma situação financeira satisfatória tem assolado de forma excessiva a vida do homem pós-moderno, sendo, de maneira conseguinte e freqüente, vítima do seu próprio lado desumano.

James C. Hunter, em O monge e o executivo, procura solucionar essas questões negativas da pós-modernidade usando exemplos de grandes personalidades, como Mahatma Gandhi- exemplo de humildade e servidão ao povo indiano- para enriquecer a vida humana, além de ensinar a melhor maneira de liderar: mediante a prática do amor.

“Não tenho necessariamente que gostar dos meus jogadores e sócios, mas como líder devo amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização.” Vince Lombardi


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

VAZIO EXISTENCIAL DO HOMEM

Sabe, é tão interessante ver como as pessoas vivem, acordam cedo, vão ao trabalho, aos estudos, passam o dia procurando algo que as satisfaçam; uma jóia, um carro “legal”, um bom e confortável emprego, uma casa bonita e invejável, uma vida estruturada... No entanto, quando chega o fim do dia a única coisa elas encontram é o vazio profundo e escuro da insatisfação; vazio esse que nunca se dissipa. No outro dia, as coisas se repetem e o vazio continua lá, impreenchível, atormentando e tornando a felicidade mais utópica do que naturalmente é considerada. A roupa nova proporciona uma sensação de euforia, porém quinze minutos depois o vazio mais uma vez se estende e incomoda. O homem se pergunta: “por que não consigo um sentimento de bem-estar duradouro e completo? Por que minha BMW não me satisfaz com a sua potência e leveza? Por que não consigo me divertir na minha casa com piscina, quadra de tênis e campo de futebol? Por que não consigo me saciar com os pratos e vinhos caros que consumo no jantar? Por quê?”.
Será que o carro está com problemas? Será que a casa não é tão grande o suficiente? Será que a comida não é tão saborosa quanto parece?
O homem não tem percebido que está tentando preencher seu persistente vazio de maneira equivocada. Não são nas “coisas” que o torna feliz, são momentos. O que acha de cumprimentar seu vizinho que você não sabe o nome, embora morem a 10 anos no mesmo lugar? Ligar para sua mãe e pai, pois faz seis meses que não se comunicam, ainda que receba ligações deles toda semana, mas não atende por estar em reunião de trabalho? Sair com os amigos que a rotina ou a falta de interesse os separaram? Dá um abraço na esposa e nos filhos que não faz devido à confusão de horários, mesmo morando na mesma casa? O carro não está com problemas e nem precisa de revisão pelo fato de não satisfazer seu condutor, porque quem faz isso é alguém que ele ama e que está ao seu lado no banco do passageiro, a casa é linda e agradável quando a família está unida, a comida está saborosa quando é compartilhada com amigos queridos... O homem acerta quando chega em casa depois de um dia de trabalho e se cerca de pessoas que o ama, consequentemente costuma ser nesses momentos que o espaço ocioso e desagradável se completa. Gostaria de saber até quando o homem vai errar na busca pela felicidade, isso irá acontecer enquanto o homem não perceber que a satisfação verdadeira está no próprio homem.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A VOZ DO POVO


O dia 11 de Fevereiro de 2010 ficou marcado na história do Egito e do mundo mulçumano como o triunfo de uma nova história que está sendo escrita graças à vitória do povo egípcio sob um regime ditatorial o qual aprisionava a população nas amarras da subversão e do autoritarismo de Hosni Mubarak.
Mubarak ocupava o cargo de vice-presidente no governo de Sadat, no entanto, o presidente foi assassinado e em 1981 Hosni Mubarak assumiu a presidência do Egito que, por sua vez, permaneceu no cargo por 30 anos no poder através de reeleições as quais, conforme opositores, eram manipuladas de forma corrupta para monopolizar o poder sob a responsabilidade do ditador.
Depois de vários dias de protestos e manifestações- em que o povo exigiu a renúncia do ditador- o inevitável ocorreu, o presidente renunciou e os militares assumiram o poder temporariamente até as eleições que serão realizadas em setembro desse ano.
Entretanto, o que torna essa história intensamente relevante, não é apenas a redemocratização do Egito, mas a redemocratização mediante a voz e a luta dos cidadãos egípcios, fato que evidencia a força do povo sob as autoridades, isto é, mais uma vez a população foi protagonista de um marco que se tornou um divisor de águas para o Egito.
Não é a primeira vez que a união do povo muda a história de um país, uma vez que as grandes mudanças ocorreram mediante a união de forças que incentivaram revoluções históricas.
Uma das mais conhecidas e estudadas é a chamada Revolução Francesa de 1789 a qual marcou a transição para a Idade Contemporânea, período relevante para o crescimento econômico, ideológico e político. Essa revolução foi impulsionada pela união da burguesia e dos populares da França, país que se tornou o primeiro a derrubar e guilhotinar um monarca, símbolo da Idade Moderna, e implantar uma república.
No Brasil, as guerrilhas, dos governos militares, eram consideradas o grito do povo, mas foi em 1992 que os brasileiros viram Fernando Collor de Melo ser deposto do governo. O símbolo da corrupção política foi rechaçado pelos caras-pintadas que ocuparam as ruas a fim de mostrar o caráter ativo da sociedade diante da corrupção.
O fato é que o papel do povo na história mundial é demasiadamente relevante para as grandes mudanças sociais, além de serem bastante ressaltadas quando são feitas por meio de revoluções e protestos para que as autoridades ouçam seus desabafos.
Os egípcios têm uma grande luta pela frente na implantação da democracia, se bem soubessem continuariam lutando ativamente por melhorias sociais, fazendo do crescimento algo contínuo, pois um grande erro do povo é achar que seus membros são meros coadjuvantes da história do seu país.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ideal X Real

Art. 1º da Lei de Execução Penal
A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado
Art. 3º da Lei de Execução Penal
Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.

Está clara a verdadeira intenção, não só da LEP, mas também da Constituição Federal e do Código Penal Brasileiro, de garantir o cumprimento da lei durante o processo de execução da pena, assegurando que o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana seja devidamente garantido em benefício dos apenados ou dos internados.
No entanto, a perfeição, a delicadeza e a sensatez dos códigos não são refletidas na realidade vivida por milhares de presidiários que são obrigados a viver ou sobreviver em situações subumanas. A verdade é que a degradação humana é, realmente, encontrada nos presídios brasileiros na figura do descaso com os homens que, embora tenham cometido atos transgressores, não deixaram de ser homens, dos quais o único direito atingido, de acordo com a LEP, foi o da liberdade.
A estrutura ineficaz dos presídios é uma das principais inquietações do sistema penitenciário, seguido da superlotação que, por sua vez, torna mais difícil os serviços carcerários. A falta de espaço, a higienização inadequada dos cômodos, a alimentação irregular e a ociosidade condicionam ao preso lutar pela sobrevivência sem a assistência do Estado. Este que deveria prezar pela dignidade do apenado, implantando medidas educativas e ressocializadoras, apenas fomenta a violência, o descontrole e a precariedade tanto da estrutura concreta do sistema quanto do apenado.
A pena, que deveria ser de cunho ressocializador, tornou-se uma maneira de incentivar o crescimento da revolta e do sentimento agressivo do preso. O Estado esquece que o homem não deixa de ser homem só pelo fato de ter violado uma regra do próprio órgão administrador, porém pior do que o descaso estatal é o silêncio da sociedade diante de tal atitude. O interessante seria “jogar” os bandidos na cadeia para “mofar” e assim aprender que a lei deve ser respeitada, o interessante é fazer o mesmo mal que o condenado fez a sociedade, é o chamado “olho por olho, dente por dente” e por fim soltá-lo para que ele possa praticar, novamente, a violência e espalhar a sua periculosidade até ser enclausurado de novo. É uma idéia absurda, mas é assim que o estado agi e é isso que a sociedade aceita calada, uma idéia do período antigo que vigora em pleno século XXI.
O homem deve ser tratado como um homem e enquanto o Estado fazer vistas grossas, o sistema carcerário será sempre visto como um local de tortura, não deixando nada a desejar aos calabouços e as estruturas sombrias da Idade Média. É uma pena quando se pensa em quantos jovens poderiam ser restaurados se as penitenciárias brasileiras fossem integradoras e não segregacionistas sociais.

sábado, 9 de outubro de 2010

VIVA AO "VOTO LIVRE"!

Depois do dia 3 de Outubro, escutei vários candidatos eleitos agradecendo aos eleitores os votos recebidos, votos esses considerados livres pela sociedade e, evidentemente, pela Constituição Federal de 1988. No entanto, a liberdade de escolher seus próprios candidatos pode estar obscurecida pela falta de pensamento crítico dos eleitores; uma pena essa realidade vigente em um país onde o direito de voto demorou muito para ser expandido ao povo brasileiro.
Segundo Luc Ferry,a filosofia estóica dizia que quanto maior a busca e a absorção de conhecimento melhor serão as condições de vida do indivíduo e mais fácil será o alcance da salvação; o ilustre filósofo francês se referia a busca da salvação pela razão- claro, em outro contexto- mas adquiro a liberdade de usar esse raciocínio para enfatizar a realidade referida no primeiro parágrafo, uma vez que o significado do termo salvação citada por Ferry pode ser permutada para a salvação como bem-estar social proferido por uma boa administração pública.
Não obstante, o desinteresse da maior parte da população pelo sistema político do país tem ofendido o livre arbítrio dos cidadãos, visto que a escassez de consciência torna mais freqüente a faculdade de coação daqueles que usam o sistema eleitoral para favorecer seus próprios desejos, assim o tão falado termo “voto livre” se mostra incoerente diante da vulnerabilidade do eleitor “inepto”. Fica mais fácil ludibriar a população com falsas promessas, além de subornar o voto dos eleitores, fato que é presenciado de forma corriqueira no Brasil. Diante disso, a salvação da miséria, da pobreza, desigualdade, desemprego e de incontáveis mazelas vigentes no país vai sendo conservada por gerações mediante os erros dos administradores eleitos pelo “voto livre” do cidadão brasileiro.
É preciso mudar essa realidade no país, abrir os olhos da população a fim de usar a verdadeira liberdade que está escrita na Carta Magna Brasileira em vigência, além de buscar a salvação de políticos demagogos que só visam saciar as vontades individuais.

sábado, 2 de outubro de 2010

DUAS FACES DA MESMA MOEDA

O sistema globalizado vigente tem facilitado bastante as trocas comerciais e- consequentemente- o crescimento do mercado consumidor. No entanto, esse sistema tem contribuído para a expansão de costumes que antes eram restritos a certas culturas. Não se trata apenas da difusão de fast-foods, da cultura individualista ou consumista, mas também da ampliação do uso de entorpecentes que eram usados, anteriormente, para rituais religiosos ou como medicamentos. São as drogas um dos principais problemas sociais no âmbito da saúde, da segurança e até da família.
“Ela destrói sentimentos nobres, como o amor pela família e torna o indivíduo um escravo de suas vontades”, são palavras de uma mãe que viu seu filho mergulhar em um mundo ilusório mediante a utilização do crack. Essa mãe, entrevistada pelo Domingo Espetacular na noite do dia 29 de Agosto de 2010, presenciou a imagem da verdadeira degradação humana em seu lar; foi vítima de um perturbador da saúde pública e da negatividade do sistema globalizado- que acelera a movimentação de produtos tanto lícitos como ilegais.
O crack, só para citar um entorpecente de alto teor destrutivo, vem desmoronando a estrutura de milhares de famílias no Brasil, vem fazendo delas meras migalhas da instituição mais arcaica e mais importante que ainda vigora, além de alargar o número lastimável de jovens que vão a óbito tendo as drogas como o principal causador. Essas poucas linhas eram só para mostrar as contradições presentes nos atos humanos, visto que a difusão de culturas não só “uniu” inúmeras nações, como também vem “separando” diversas famílias.